Em meados de 1999, foi descoberta uma nova espécie de primata, a mais recente dos últimos tempos, Callicebus coimbrai, mais conhecida como macaco guigó de sergipe. A espécie é encontrada em reduzidos remanescentes de mata no norte da Bahia e em Sergipe. Atualmente o macaco guigó é considerado uma das espécies de primatas mais ameaçadas em todo o continente americano e está entre as dez espécies consideradas “criticamente em perigo” pela Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). A crescente extinção do macaco vem se dando devido ao corte de madeiras, a caça e a poluição, caracterizando a destruição de seu habitat natural, reduzindo ainda mais a qualidade de seu habitat remanescente e o declínio de suas populações.
DESCRIÇÃO
Classificação Zoológica
Classificação Zoológica
Família: Pitheciidae
Gênero: Callicebus
Espécie: Callicebus coimbrai
Nome Popular: guigó-de-coimbra-filho, guigó de sergipe
Tamanho do Corpo: Comprimento cabeça-corpo= 343-360mm; Comprimento cauda= 453-484mm.
Peso: 1.003-1.030g
Descrição Física e Comportamental: fronte, coroa e orelhas negras, corpo amarelado e cauda laranja. Costeletas, bochechas, parte posterior da cabeça e nuca de coloração amarela clara. Metade anterior do dorso com padrão listrado. Este primata vive em grupos familiares parecidos com famílias humanas: pai, mãe e filhos. O pai participa intensamente na criação dos filhos. Os filhos deixam o grupo após chegar à idade adulta. Típico para guigós é o canto do grupo que avisa aos vizinhos da ocupação do território e ele pode ser ouvido a centenas de metros de distância e alimentam-se de frutas, folhas e insetos.
O Pesquisador e Mestre em biologia animal Marcelo Cardoso, buscando a proteção do primata, está desenvolvendo pesquisas que passam do estudo sonoro a fotografias inéditas, feito difícil de ser realizado. “Os guigós são muito ariscos e de difícil visualização. Eles são animais versáteis em relação à alimentação, o que permite maior adaptação em novos lugares. Com essas pesquisas quero conscientizar a população e preservar a espécie”, disse Marcelo.
Em estudo recente, Marcelo fez a primeira nota sobre a ocorrência da espécie em Sergipe (2002). “Ele tem uma distribuição no norte e ao sul da Mata Atlântica e em algumas matas secas do interior do estado. Venho a cada dia percebendo que a situação da espécie piora. Se não fizermos nada seremos os responsáveis pelo desaparecimento da espécie. A manutenção do primata deve movimentar a sociedade”, argumentou firmemente o pesquisador.Japoatã é um dos lugares onde se encontram os guigós ameaçados de extinção. A CBAA entrou na luta de preservação da espécie. Hoje é uma empresa amiga da natureza!
“Temos um tesouro em nossas propriedades, 300 hectares de Mata Atlântica, que além de preservarmos e coibirmos a caça e o desmatamento, mostramos a comunidade sua importância, ela é o habitat de muitos animais. Animais como o macaco-guigó-de-sergipe, que infelizmente corre o risco de ser extinto”, disse Joaz Pereira, Diretor Superintendente da CBAA unidade Japoatã, área onde foram encontrados os primeiros primatas da espécie.
De acordo com José Pessoa de Queiroz Bisneto, o respeito e a preservação do meio ambiente deixaram de ser uma bandeira de um grupo de ambientalistas e passou a ser uma preocupação global, inclusive com o envolvimento de políticas governamentais. As empresas são importantes agentes de promoção do desenvolvimento de um país. Estas possuem grande capacidade criadora e de geração de recursos, num contexto onde o bem estar comum depende cada vez mais de uma ação cooperativa e integrada de todos os setores da economia e que faz parte de um processo de desenvolvimento que tem por objetivo a preservação do meio ambiente e a promoção dos direitos humanos.“Para nós da Cia. Brasileira de Açúcar e Álcool cuidar do meio ambiente é cuidar do futuro. Temos vários projetos sociais espalhados por nossas unidades, além de ensinar e incentivar nossas crianças o respeito e os cuidados na preservação do meio ambiente. A CBAA mostra na prática seu compromisso através de campanhas de reflorestamentos e preservação do meio ambiente,” afirmou JPQB.

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